Supercopa consolida uso inédito do Vídeo Suporte padrão FIFA no Brasil
03/03/2026
(Foto: Edson Castro )
Por Lucia Chaves - Imprensa CBFS• Barueri | SP Cada decisão teve tempo médio de 1min29s de análise no monitor A Confederação Brasileira de Futsal divulgou o relatório oficial de utilização do Vídeo Suporte (VS) na Supercopa de futsal masculino, nesta terça-feira (03 de março), disputada em Erechim. A competição marcou a primeira aplicação no país do VS padrão FIFA, seguindo integralmente o protocolo internacional exigido pela entidade. Um dos principais torneios do calendário da CBFS e responsável por abrir oficialmente a temporada nacional, a Supercopa também garantiu ao campeão vaga na Libertadores da América. Após oito anos, a principal competição de clubes do continente retorna ao país e será disputada entre os dias 24 e 31 de maio, em Carlos Barbosa (RS), cidade conhecida como “a capital do futsal”. Ao longo dos nove jogos disputados, foram registrados: 26 pedidos de revisão Média de 2,89 pedidos por partida Tempo médio de análise de 1min29s 7 pedidos bem-sucedidos 14 pedidos mal-sucedidos 5 ajustes técnicos de cronometragem O pedido mais rápido teve duração de 34 segundos, na partida entre Magnus e Traipu, aos 28min43s do segundo tempo, para identificação correta de atleta, decisão revertida após análise. Já a revisão mais longa ocorreu no confronto entre Atlético Piauiense e Traipu, após um problema técnico no monitor, com 5min13s de checagem para lance de pênalti, mantida a decisão inicial. O jogo com maior número de solicitações foi Joinville x Magnus, na semifinal da competição, com cinco pedidos. Atlântico x Chapecoense foi a única partida sem acionamento do sistema. O controle e geração de imagens do VS foi feito em parceria com a produtora Ação TV. Conforme o protocolo da FIFA, os árbitros puderam recorrer ao vídeo quando o técnico ou membro designado da comissão técnica contestou decisões relacionadas a quatro situações específicas: Gol ou não gol Pênalti Cartão vermelho direto Possível identidade equivocada Cada treinador teve direito a um desafio por tempo de jogo, com possibilidade de um pedido adicional em caso de prorrogação. Desafios não utilizados não puderam ser acumulados para o período seguinte. Quando o recurso foi indeferido e a decisão original mantida, a equipe perdeu o direito de novo desafio naquele tempo. Por outro lado, nos casos em que a revisão resultou em alteração da decisão inicial, o treinador manteve a possibilidade de solicitar novos pedidos dentro das regras estabelecidas. Durante as análises, os árbitros permaneceram visíveis ao público. Após a revisão, o árbitro realizou o sinal característico de televisão e comunicou a decisão final em frente à mesa do cronometrista e, quando necessário, às comissões técnicas. Caso a decisão inicial fosse mantida, o reinício ocorreu conforme a marcação original. Se a paralisação tivesse ocorrido exclusivamente para revisão, o jogo foi retomado com bola ao chão.
Números gerais
Situações passíveis de revisão
Regras do desafio